22.10.09

conjugados

Somos o inchâme, o infâme vexame
Acontecemos nos becos, negros guetos de desejos
Criamos a alma, isaura da falsa calma
Nascemos na voz, na luz, no lodo e pus.
Cantamos alegros, os folguedos... o ninar dos brinquedos
Rompemos com a graça, a casa e a forte-massa
Brincamos, pulamos, choramos, desenhamos, dançamos.
À terceiras pessoas nos conjugamos.

Ana Paula Revoredo
01-10-09

12.10.09

entre

Entre tantos entrecortes
entre sãos e fortes
entretanto portes
Contanto contando com a sorte
entre

10.10.09

pensei

Eu estou escrevendo isso pra você, não leia. Não tem como me entender, a única pessoa que me entende sou eu, e se você ler isso, vai querer me entender, e entenderá o que eu não quero que você entenda.
Não me pergunte nada. Eu não tenho nada pra esconder, mas o dia que eu quiser te falar, eu falo.
Neste momento eu queria te falar muita coisa, uma delas é que eu penso demais. Mas falar tudo isso é a coisa certa?
Acho que tudo está errado, vou tentar pra saber se vai dar certo. E se mesmo assum as coisas derem erado eu não vou me arrepender de ter tentado, ao menos.
Eu queria te contar tudo! Mas ia demorar muito, eu pareceria uma chata, prefiro escrever.
Eu queria dormir! Mas fiquei pensando demais, fiquei olhando você dormir.
Eu queria só abraçar! Para ouvir seu coração... eu disse coração, não era nisso que eu queria pensar, aliás eu queria não pensar... só entender... sentir...

1.10.09

Tudo que ela sentia era um profundo sentimento de agonia e ódio. Algo incontrolável que a deixou desesperadamente impotente, estática. Estava catatônica envolta neste sentimento de invasão de sua particularidade que já não sentia dor. Sentia... sentia... queria fugir pra si, se esconder na sua mente para um poço da inconsciência, ela queria... queria...
Mulheres são as únicas capazes disso, assumir o fim quando não há mais... mais nada.
Ela não conseguiu fugir de si, em sua condição ela era impotente pra isso. Diante desse impedimento ela respirou, tentou relaxar, viu a luz amarela do poste, já não sentia nada, não queria sentia, então se focou na luz amarela e começou a se..., começou a se escoar, ficou olhando para a luz amarela do, olhou para o ponto de luz amarela, ficou olhando para a luz amarelado poste alto, só tinha a luz incandescente amarela do poste alto em contraste com o negro do céu.

26.9.09

Eu vi uma mulher!

Eu vi uma mulher. Ali no texto, na história... eu só a via como mulher, só isso. No texto ela se questionava se era um ser humano. Sim ela era como todos os outros, talves ela estivesse demonstrando ali o que todas as mulheres não queriam admitir o que são. Ela era romântica, vaidosa, queria amar e ser amada, carinhosa... Mas como mulher, a única coisa que situava ela e a classificava na sociedade era sua condição (não "ser' conjugado na terceira pessoa do singular do presente do indicativo) de prostitura.

8.9.09

Terceiro FestCamp

Não há nada que se possa não aproveitar no Festcamp. o festival este ano foi maravilhoso, não importa que diga o contrário, eu adorei tudo, até dos indesejáveis. E teve gente que não gostou, eu custo acreditar nisso, como assim? Perguntei pra Thaysa por que ela (é mais famosa) tem opinião pra tudo: Por que ainda tem gente que ainda se preocupa em critica, faz da sua insatisfação uma causa a se leva a sério?! Sendo que, eu penso assim, pode-se aproveitar até da pior coisa algo de bom. Por exemplo: eu já sei que nunca vou desperdiçar um cenário bonito em uma peça ruim que ninguém entende nada. Mas, enfim, a Thaysa não me respondeu, quem me respondeu foi o Isaías: Há dois tipos de público um que se prepara para uma visão crítica e outro que é aberto a proposta do que vai assistir, é claro não de uma forma ingênua que engoli tudo sem mastiga (foi tudo +/- assim). Faze o que? Isso existe e qualquer um assiste da forma que quer! Assisti quase tudo e adorei tudo que vi, por isso fiz uma classificação dos pontos principais do festival: O clímax:Noiva descendo de rapel a ?: Raízes do Pantanal ensinamentos: Aula do Amir Haddad divisor de público: O caderno da morte Falto alguma coisa: Homem de Barros Perdi de Assisti: "não é festa de criança" e "Palhaço no 1/2 da rua" Arroz de peça: Gabriel e Grupo de Teatro da UFMS Não parei de rir: refletor caindo (filme Noir) música: It's ow so quiet (Filme Noir), Mercedes Benz (versão Amir Haddad) se deu bem: Gabriel beijar Ágada Tchai*** a melhor peça: As doces aventuras de Dom Quixote...

4.9.09

bonecagem: Palco Giratório, FestCamp, Sesi Bonecos...

Que mundo nos é permitido fazer parte, o universo em que bonecos não é coisa de criança. São pessoas que atuam por intermédio dos outros, o controle que não é mascarado, é contemporâneo, é tendência. A vida desses bonecos é uma coisa linda, estão apenas tentando representar o nosso mundo no mundo deles para que nós nos vejamos. Tão limpos, icônicos, inovaveis, e estaticamente variáveis. é a mentira bem contada, um filme em preto e branco, uma festa, um dragão no cortejo.

Selene Fisólofa intervém novamente:Expectativa e Ilusão

Tudo é uma grande ilusão, alguns podem até reconhecer essa grande ilusão. ninguém devia se deixar iludir, por que isso é abandonar a realidade e criar esperanças, e esperanças são expectativas que criamos em reçaão ao futuro, aos outros. Assim quando acreditamos no controle de algo intangível cria-se um expectativa, o que não pode acontecer por que tudo é ILUSãO. portanto, não se deixe iludir; sentimentos, filosofias. assim cria-se uma imunidade a expectativas. Photobucket

1.9.09

recebi no meu e-amail

"É dando que se ... engravida". 02- "Quem ri por último... é retardado". 03- "Alegria de pobre... é impossível". 04- "Quem com ferro fere... não sabe como dói". 05- "Em casa de ferreiro... só tem ferro". 06- "Quem tem boca... fala. Quem tem grana é que vai a Roma!" 07- "Gato escaldado... morre, porra!" 08- "Quem espera... fica de saco cheio." 09- "Quando um não quer... o outro insiste." 10-"Os últimos serão ... os desclassificados." 11- "Há males que vêm para ...fuder com tudo mesmo!" (essa é ótima!!!) 12- "Se Maomé não vai à montanha... é porque ele se mandou pra praia." 13- "A esperança...e a sogra são as últimas que morrem." 14- "Quem dá aos pobres... cria o filho sozinha." 15- "Depois da tempestade vem a .... gripe." 16- "Devagar.... nunca se chega." 17- "Antes tarde do que ... mais tarde." 18- "Em terra de cego quem tem um olho é ... caolho." 19- "Quem cedo madruga...fica com sono o dia inteiro." 20- "Pau que nasce torto... urina no chão." agora copie, e cole no orkut de seus amigos ou em um e-mail pra mais de 500 pessoas que você te na sua lista de contatos!!!

17.8.09

Intervenção de Selene Fisólofa:Compra e Venda

O produto com mais procura no mercado, com mais variedade de tipo, com maior variedade de qualidade e preço (não que necessariamente uma coisa tem à ver com a outra), é o ser humano, as pessoas, o homem (genero generalizante dos dois sexos) sim, e você, nós, o dito animal racional. Por que estou dizendo isso, tente advinhar... mas siga minha teoria, as pessoas compram umas as outras através de cigarros, ideologias, idolatrias, um serviço prestado ou uma atitude. e a pessoa se vende sem receio ou consciência disso. Eh difícil de entender? É difícil de assumir que você é um vendido, ou um comprador? bem, se você entendeu parabéns, você se vendeu, até você, que não concordou... Photobucket

31.7.09

Recado

venho comunicar aqui que infelizmente não estou com muito tempo pra postar as coisas aqui, mas amo muito meu blog e não quero deixar ele abandonadinho, não gosto de ver ele desatualizado! Então, enquanto eu sigo a correria da minha vida universitária e cultural, vou deixar meu blog aos cuidados e responsabilidades da minha amiga Selene Fisólofa, ela vai passar aqui de vez enquando e deixar algumas postagens, bem eu aparecerei também pra poder falar alguma coisa ou divulgar algumas coisas, por exemplo preciso postar aqui sobre a oficina que fiz com Cia Pia Fraus. Ok, então posto assim que puder e aqui está minha amiga: Photobucket

26.6.09

Michael Jackson me lembra...

meu aniversário, minha mãe e fita K7

24.6.09

Considerações despreocupantes

Vocês devem estar preocupados por que eu não posto nada à quase um mês. Então aqui vou contar a mesma historinha que contei pra mim mãe quando ela me perguntou: "Por que você não anda fazendo nada?" "Seu quarto ta uma bagunça!!!" "Você não ta lavando nem suas roupas mais?" Aí eu contei a historinha pra ela: Era uma vez, em uma faculdade, em que tinha professores. Sempre no começo do ano letivo, eles amedrontavam alunos com a ameaça de provas. Mas apesar deles ficarem amolando os alunos durante meses, acabavam marcando as provas e trabalhos, todos, para a ultima semana antes do recesso acadêmico ("Férias"). Conclusão: nenhuma por enquanto, o bicho vai pega mesmo semana que vem, que é a derradeira ultima semana. Moral da história: se eu não estuda nas semanas precedentes estou f*** Não se desesperem, vou postar mais idiotices assim que sai do sufoco, não pensem que eu morri... o.O

18.5.09

Após o sonho

Ela resistia a levantar da cama várias vezes, mas desta vez, apesar de sonolenta ela se levantou. Esse era o momento de sair de lá. Acabara de ter um sonho que a deixara... com um sentimento... um sentimento... uma sensação de euforia contida dentro dela. Esse sentimento, essa vontade de se levantar, aconteceu por que ela teve um sonho. Foi ao banheiro urinar, ainda com uma leve sonolência, e disse: “Eu sonhei... com um velório, mas não era um velório, era como se fosse uma festa.” Começou a organizar os pensamentos para narrar a si mesma o que havia ocorrido. Primeiro ela excluiu o que devia ser o começo do sonho, pois haviam dois conhecidos dela, que não faziam sentido estar ali, isso ela julgou sem importância. Disse: “Eu não vi o meu avô, mas era uma festa pra ele. Eu sabia que ele estava lá, só o vi na minha imaginação dentro do sonho, ele estava em algum canto sentado ao lado do meu pai, mas eu também não vi meu pai, mas eles estavam lá, ambos de calça e camisa social até os pulsos pretas, só que o meu avô... tava com gravata prateada e o paleto dobrado por cima do braço.” Já não urinava mais, porém estava sentada sobre o sanitário organizando seus pensamentos: _ Tinha uma banda – isso ela conseguia enxergar perfeitamente, mas não entrou em detalhes – era parecida com essas do Faustão, estavam de preto também. Agente estava num salão, grande – este ela só conseguia ver em parte – estava lá quando me avisaram para ir de preto. - Quem à tinha avisado, era o detalhe do começo que ficou de fora. Organizou melhor seus pensamentos para continuar, pois sabia que estava deixando parte da estória de fora, talvez mesmo por que não se lembrasse. Continuou: _ Estava organizando umas decorações do salão – que estava vazio, pois a festa não tinha começado – fui para a porta e encontrei minha irmã e minha mãe, estava enrolando para entrar – o cenário desta vez parecia um beco – estava procurando alguma coisa – pegou uma cedeira de fio, subiu sobre ela de salto e fiz uma acrobacia incrível, que era possível por que era sonho – subi numa cadeira e vi minhas tias – irmãs da sua mãe – mas elas ainda não iam entrar – na verdade ela só tinha visto as cabeças pois estava atrás de alguma coisa – mas não eram só elas, eram 5 mulheres, devia ser outras parentes – ela só tinha 4 tias – mas ... não estava com elas, eu vi ..., a ..., a ... menos a ... . Entrei de novo no salão, - tinha uns sofás – dispostos como uma sala, como um retângulo com uma face menor aberta. Vi o ... ele tava magro e meio sonso deprimido, acho que ele estava mexendo com drogas – ela se preocupou pois o menino estava se vestindo mau: com bermuda, havaiana e regata, o traje parecia esgarçado e sujo – Tinha uns outros primo, mas num sabia quem era, o ... tava lá brincando com eles, um era maiorzinho, de uns quatro anos, o outro era nenezão de uns dois. Eu ria...

14.5.09

O Dan me lembra...

batata, Heineken e Nariz de Prata

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