Marco Farias - 11/08/06 - 00:00


"Final da década de 80. Mais uma das muitas greves dos operários metalúrgicos de São Paulo era o assunto do dia. Cobertura ampla nos jornais , revistas, rádios e televisão. O Brasil vivia um delicado momento de transição política. A ditadura chegava nos seus estertores e o estabelecimento de um governo civil, eleito pelas urnas, estava sendo negociada entre parlamentares e militares.

As greves iriam impedir que as negociações progredissem e, pior, inviabilizariam de vez um acordo entre militares e civis favorável à transição, diziam alguns. Já outros afirmavam que as greves iriam acirrar os debates e conduziriam à um estado democrático fortalecido, uma vez que conquistado pela pressão popular e não concedido através de um acordo político inconsistente.

De qualquer modo o assunto estava presente em todos os cantos do país e alcançava repercussão mundial. Um grupo de professores de teatro de uma conceituada escola paulistana, sugeriu aos alunos, que já cursavam o quarto e último ano do curso, a realização de uma série de work-shops de Dramaturgia e interpretação que abordasse o tema da transição política e das greves. Surpresa : a quase totalidade dos alunos, próximos à sua formação de atores profissionais, não possuía um nível de informação sobre o tema que possibilitasse sequer iniciar o processo de trabalho. Conheciam bem Stanislaviski e seu trabalho frente ao Teatro de Moscou, as experiências de Grotowsky com seu Teatro Essencial, o teatro pictórico/imagético de Bob Wilson, conheciam todas as tendências da pop arte no mundo, debatiam Artaud, Wilhelm Reich, Lacan e o simbolismo junguiano. Só não sabiam do que acontecia no entorno de si próprios. Não tinham informações sobre o que ocorria em seu país. Desconheciam a própria cidade em que moravam.

Pode um ator não conhecer o seu próprio meio social? Como tratar de temas universais nesse caso? Pode um ator desconhecer a si mesmo? Como tratar sobre a existência humana então? Pode um ator ignorar a realidade que o cerca cotidianamente? Permanecer alheio à extrema algazarra da vida pulsando ao seu redor? Não se dar conta da imensurável força que brota infalivelmente todas as manhãs e que faz a roda da história girar?
Claro que conhecer e estudar Stanislaviski e os outros mestres e movimentos acima citados e os não citados é importante. Aliás, é mais do que importante : é fundamental na formação do ator.

Porém, um ator, ou em última análise qualquer artista, que não se apercebe do mundo que está cotidianamente ao seu redor, que não conhece sua gente, sua história, sua cultura e nem ao menos a sua própria cidade é algo que transcende ao absurdo.

É fato que o ator precisa sim estudar sempre, permanentemente. Já ouvi isso de diretores e de atores reconhecidamente talentosos. Deve ouvir, observar, ler, deixar-se impregnar de informações, como se fosse uma esponja. Não no sentido de buscar pura e simplesmente um status de erudição. Não somente na expectativa se vir a ser um analista político, um intelectual. Mas sim no sentido de embebedar-se de conhecimento. De todo e qualquer conhecimento. De alimentar e enriquecer constantemente seu repertório gestual, emocional e sensitivo, de tal modo que sua intuição ecoe sempre que necessário, sempre que despertada, junto à sua imaginação. A tão decantada imaginação prodigiosa do ator.

Para um artista que extrai seu mote de vida e sua arte da sua capacidade de observar, absorver e apreender o mundo e as gentes, isolar-se num mundinho particular confortável é a morte. Morte metafísica, claro, mas morte.

Convenhamos, no caso dos nossos candidatos a atores e atrizes aqui citados : algo acontecendo em uma cidade. Um acontecimento político/social de tal magnitude ao ponto de ter repercussão planetária, é um fato grande demais para não ser percebido.
Principalmente por quem vive e mora na tal cidade, no olho do furacão.

Principalmente por um ator, um artista teoricamente capacitado a ver além do que é permitido ver, a interpretar o invisível, a enxergar com o olhar da imaginação uma história pulsando num objeto corriqueiro e sem importância como um… como uma… uma garrafa vazia, por exemplo.

Um ator caminha na manhã recém nascida. Vê uma garrafa de cerveja, vazia, jogada junto ao meio-fio da calçada. Quem a jogou? Alguém que provavelmente bebeu muito à noite. Ou que bebeu apenas aquela cerveja? Bebeu divertindo-se, certamente. Ou será que estava triste? Solitário? Junto aos amigos? Um homem alto e gordo, talvez. Um homem franzino, possivelmente. Uma mulher? Bem… aí seriam outras hipotéticas histórias, porém com um leque maior de variações. Não! Melhor ficar no homem! Solitário e bêbado. Bebeu num bar enquanto observava os casais e os grupos de amigos nas mesas. Haviam outras pessoas solitárias como ele em algumas outras mesas. Pensou em como os solitários agrupam-se em lugares públicos para se observarem com discrição. Sorriu. Discrição é essencial para que os solitários mantenham intacta sua solidão, causa principal de estarem ali entre outros semelhantes. Sorriu e bebeu um longo gole de cerveja. O décimo ou vigéssimo? O bar iria fechar, Pediu mais uma garrafa de cerveja e saiu com ela na mão para beber enquanto caminhava.Estava indo para a sua casa? Talvez alguém o esperasse? Alguém preocupado ou contrariado? Estava indo para a casa da amante? Ou do amante? Iria praguejar ou cantar uma serenata sob a sua janela? Por que jogou a garrafa na rua? Não conhece as normas mais elementares de cidadania? Ou conhece e resolveu desrespeita-las? Sua ação foi proposital, teve uma intenção de rebeldia? O que ele pensava naquela hora da madrugada? Num amor perdido? Numa dívida financeira? Arrastava os passos? Tinha fome? Gordo e baixo? Que história move o nosso personagem noturno?

Bem, de alguma forma lá está a garrafa, impulsionada por alguém que se encontrava sob determinado estado de ânimo, motivado por uma intensa – sim : intensa! Caso contrário não serve! - ebulição emocional. Ou existencial? Ou espiritual?
Um ator, quando vê uma garrafa no chão, não vê apenas uma garrafa no chão."

Recebi esse texto num e-mail do Jair Damasceno. Sua reflexão sobre o papel social social do ator. Além da estética teatral, a qualidade reflexiva da arte perante a sociedade é uma propriedade do teatro.

reflexão!

Eu poderia confessar algumas coisas, mas não... ia ser muito triste.
Posso dizer que passei por algumas decepções, que sabe... ninguém quer passar,
mas nos acrescenta muito em nossas experiências.
E não posso deixar de dizer, que ... nossa se passaram momentos tão legais, que são compensadores.
é claro... há coisas de que não podemos desistir, e outras que, certeza, tem que se persistir.
e hoje eu percebo que... que... então.. é muito cedo para se concluir qualquer coisa!


De uma forma leve, a ambientação e a recepção do espetáculopropôs uma interação consciente
aquele ambiente, ao mundo paralelo que fomos convidados a entrar. Era um bar, era um beco
de moribundos em baixo da ponte vivendo no esterco da vida, era o ambiente de um escritor,
era uma arquibancada em volta de um picadeiro, era um terreiro; era por dentro de um maldito,
o mundo através do maldito. As cenas ocultas de vidas que não temos contato... talvez por que
não queremos ter. Essas vidas foram levadas para a cena trazidas aos nossos olhos, através de
um novo olhar.
A linguagem proporcionou enxergar a humanidade, os seres humanos, como estas relações foram
estabelecidas até chegar aquele aspecto da arte, a estética e a recepção da arte.
Acontecido num processo de interação, condensação e sublimação do espetáculo.
Interagirmos com as ações com as propostas com o ambiente. Condensar aquilo dentro do ser,
é mais um processo que acontece com a mente em reação ao corpo, terror, raiva... e ao final
o espectador estar sublimado, transformado pelo que acabou de receber e é a reação àquilo
que transforma o ser.

texto feito a partir de discuções sobre a peça O Diário do Maldito, no curso: Técnicas de
Interpretação - A base Corporal do ator

as férias

o que tenho a dizer sobre as férias...
bem... o ócio me irrita!
quero trabalha, quero decora texto, pensar nos meus personagens,
 pesquisar arte e literatura, estica o corpo até ele doer!
alguém me resgata,
eu quero ensaiar!

é férias!!!

Feliz Natal primeiramente. O ano esta acabando, e estou aproveitando seus ultimos dias, curtindo as minhas férias! Se eu for fazer um balanço, o ano teve um saldo positivo, não muito grande, mas as coisas podem ser definidas esse ano como: PUNK, sim a coisa ta muito loca...  Nunca estive em tanta correria como neste ano. Teve muito teatro, teve muita festa, muitos amigos e desgostos com a faculdade, infelizmente!
Comecei o ano em Goiania, ficava um bom tempo na piscina na casa do meu irmão; Vim pra Campo Grande e arranjei um trampo, fiquei cuidando do meu vizinho; A recepção dos calouros foi bem calorosa; O ano na faculdade não poderia ter sido pior, ou vai ser ja que esse ano tem que cumprir estagio, fiquei de DP de 3 matérias, duas do mesmo professor, foi terrível a coisa, no meio do ano ja me sentia totalmente desestimulada; Perdi um amigo, a perda do Dani foi muito inesperada; Não posso deixar de falar que entrei para equipe de redatores do ANMTV, meu site de animes preferidos, assisti muito anime esse ano: Digimon Adventure, Full Metal Alchemist, Ouran High School, desisti de assistir Naruto, assisti Tsubasa R. C., xxxHolic, muita coisa legal!!!; Esse ano fiz muita coisa no teatro, duas peças: E... Assim nasceu Campo Grande e o Experimentos em Plínio Marcos, na segunda pude me experimentar como atriz, e por causa desse processo hoje tenho mais certeza do que quero da vida; Teve FestCamp, Palco Giratório, Sesc Dramaturgia, Sesi Bonecos, Vestibuler. Fiz muita oficina, assisti muitas peças e fiz mais amigos, ou consolidei mais amizades; Sim os amigos não podem faltar, queria sitar todos eles, mais ia ser uma lista muito grande, e ia acabar esquecendo alguém, mas muita gente ta no meu coração. e por fim a minha família... é cada coisa que passamos juntos!!!

puts...parace até que escrevi um memorial... nada a ve... o que eu to fazendo? agora ja escrevi, não me pertence mais, nem a minha vida neste ano.

...

Mas o ano novo ta aí, e nem vou criar expectativas animadoras que "dessa vez tudo vai ser melhor", por que tanto pode ser, quanto não... então seja o que Deus quiser!
Feliz Ano Novo

tateio no escuro
e encontro teu corpo
nos esbarramos e pedimos desculpas pelos passos em falso
ainda falta te conhecer
te esperimentar

conjugados

Somos o inchâme, o infâme vexame
Acontecemos nos becos, negros guetos de desejos
Criamos a alma, isaura da falsa calma
Nascemos na voz, na luz, no lodo e pus.
Cantamos alegros, os folguedos... o ninar dos brinquedos
Rompemos com a graça, a casa e a forte-massa
Brincamos, pulamos, choramos, desenhamos, dançamos.
À terceiras pessoas nos conjugamos.

Ana Paula Revoredo
01-10-09

entre

Entre tantos entrecortes
entre sãos e fortes
entretanto portes
Contanto contando com a sorte
entre

pensei

Eu estou escrevendo isso pra você, não leia. Não tem como me entender, a única pessoa que me entende sou eu, e se você ler isso, vai querer me entender, e entenderá o que eu não quero que você entenda.
Não me pergunte nada. Eu não tenho nada pra esconder, mas o dia que eu quiser te falar, eu falo.
Neste momento eu queria te falar muita coisa, uma delas é que eu penso demais. Mas falar tudo isso é a coisa certa?
Acho que tudo está errado, vou tentar pra saber se vai dar certo. E se mesmo assum as coisas derem erado eu não vou me arrepender de ter tentado, ao menos.
Eu queria te contar tudo! Mas ia demorar muito, eu pareceria uma chata, prefiro escrever.
Eu queria dormir! Mas fiquei pensando demais, fiquei olhando você dormir.
Eu queria só abraçar! Para ouvir seu coração... eu disse coração, não era nisso que eu queria pensar, aliás eu queria não pensar... só entender... sentir...

Tudo que ela sentia era um profundo sentimento de agonia e ódio. Algo incontrolável que a deixou desesperadamente impotente, estática. Estava catatônica envolta neste sentimento de invasão de sua particularidade que já não sentia dor. Sentia... sentia... queria fugir pra si, se esconder na sua mente para um poço da inconsciência, ela queria... queria...
Mulheres são as únicas capazes disso, assumir o fim quando não há mais... mais nada.
Ela não conseguiu fugir de si, em sua condição ela era impotente pra isso. Diante desse impedimento ela respirou, tentou relaxar, viu a luz amarela do poste, já não sentia nada, não queria sentia, então se focou na luz amarela e começou a se..., começou a se escoar, ficou olhando para a luz amarela do, olhou para o ponto de luz amarela, ficou olhando para a luz amarelado poste alto, só tinha a luz incandescente amarela do poste alto em contraste com o negro do céu.

Eu vi uma mulher!

Eu vi uma mulher. Ali no texto, na história... eu só a via como mulher, só isso. No texto ela se questionava se era um ser humano. Sim ela era como todos os outros, talves ela estivesse demonstrando ali o que todas as mulheres não queriam admitir o que são. Ela era romântica, vaidosa, queria amar e ser amada, carinhosa... Mas como mulher, a única coisa que situava ela e a classificava na sociedade era sua condição (não "ser' conjugado na terceira pessoa do singular do presente do indicativo) de prostitura.

Terceiro FestCamp

Não há nada que se possa não aproveitar no Festcamp. o festival este ano foi maravilhoso, não importa que diga o contrário, eu adorei tudo, até dos indesejáveis. E teve gente que não gostou, eu custo acreditar nisso, como assim? Perguntei pra Thaysa por que ela (é mais famosa) tem opinião pra tudo: Por que ainda tem gente que ainda se preocupa em critica, faz da sua insatisfação uma causa a se leva a sério?! Sendo que, eu penso assim, pode-se aproveitar até da pior coisa algo de bom. Por exemplo: eu já sei que nunca vou desperdiçar um cenário bonito em uma peça ruim que ninguém entende nada. Mas, enfim, a Thaysa não me respondeu, quem me respondeu foi o Isaías: Há dois tipos de público um que se prepara para uma visão crítica e outro que é aberto a proposta do que vai assistir, é claro não de uma forma ingênua que engoli tudo sem mastiga (foi tudo +/- assim). Faze o que? Isso existe e qualquer um assiste da forma que quer! Assisti quase tudo e adorei tudo que vi, por isso fiz uma classificação dos pontos principais do festival: O clímax:Noiva descendo de rapel a ?: Raízes do Pantanal ensinamentos: Aula do Amir Haddad divisor de público: O caderno da morte Falto alguma coisa: Homem de Barros Perdi de Assisti: "não é festa de criança" e "Palhaço no 1/2 da rua" Arroz de peça: Gabriel e Grupo de Teatro da UFMS Não parei de rir: refletor caindo (filme Noir) música: It's ow so quiet (Filme Noir), Mercedes Benz (versão Amir Haddad) se deu bem: Gabriel beijar Ágada Tchai*** a melhor peça: As doces aventuras de Dom Quixote...

Que mundo nos é permitido fazer parte, o universo em que bonecos não é coisa de criança. São pessoas que atuam por intermédio dos outros, o controle que não é mascarado, é contemporâneo, é tendência. A vida desses bonecos é uma coisa linda, estão apenas tentando representar o nosso mundo no mundo deles para que nós nos vejamos. Tão limpos, icônicos, inovaveis, e estaticamente variáveis. é a mentira bem contada, um filme em preto e branco, uma festa, um dragão no cortejo.

Tudo é uma grande ilusão, alguns podem até reconhecer essa grande ilusão. ninguém devia se deixar iludir, por que isso é abandonar a realidade e criar esperanças, e esperanças são expectativas que criamos em reçaão ao futuro, aos outros. Assim quando acreditamos no controle de algo intangível cria-se um expectativa, o que não pode acontecer por que tudo é ILUSãO. portanto, não se deixe iludir; sentimentos, filosofias. assim cria-se uma imunidade a expectativas. Photobucket

recebi no meu e-amail

"É dando que se ... engravida". 02- "Quem ri por último... é retardado". 03- "Alegria de pobre... é impossível". 04- "Quem com ferro fere... não sabe como dói". 05- "Em casa de ferreiro... só tem ferro". 06- "Quem tem boca... fala. Quem tem grana é que vai a Roma!" 07- "Gato escaldado... morre, porra!" 08- "Quem espera... fica de saco cheio." 09- "Quando um não quer... o outro insiste." 10-"Os últimos serão ... os desclassificados." 11- "Há males que vêm para ...fuder com tudo mesmo!" (essa é ótima!!!) 12- "Se Maomé não vai à montanha... é porque ele se mandou pra praia." 13- "A esperança...e a sogra são as últimas que morrem." 14- "Quem dá aos pobres... cria o filho sozinha." 15- "Depois da tempestade vem a .... gripe." 16- "Devagar.... nunca se chega." 17- "Antes tarde do que ... mais tarde." 18- "Em terra de cego quem tem um olho é ... caolho." 19- "Quem cedo madruga...fica com sono o dia inteiro." 20- "Pau que nasce torto... urina no chão." agora copie, e cole no orkut de seus amigos ou em um e-mail pra mais de 500 pessoas que você te na sua lista de contatos!!!

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